Se eu morrer antes de acordar?

Você orou estas palavras quando criança?
Agora eu me deito para dormir.
Oro a Deus para minha alma guardar.
Se eu morrer antes de acordar,
Oro a Deus para a minha alma levar.
Nesta pequena oração, há uma sinceridade que nos comove. Parece estranho ouvir pequenas crianças proferindo estas palavras, quando mal começaram a viver.
Esta oração identifica duas realidades cruciais: morreremos e existe algo bom depois da morte, para o que Deus nos pode levar. Mas isto implica em outra verdade: Deus não levará todos para lá.
Se um homem ou uma mulher forem sensatos e meditativos, a realidade da morte importunará a sua mente. A certeza da morte provoca, pelo menos, intranqüilidade crônica e, em tempos de vulnerabilidade ou perigo, pode causar males ainda maiores. É um fato assustador alguém encarar com sinceridade a morte. A Bíblia chama a morte de inimigo. A maioria das pessoas a temem e têm razões para isso.
Há aqueles que podem dizer que a morte não é uma preocupação. Os verdadeiros cristãos, ou seja, aqueles que vieram a Cristo de acordo com os termos dEle e são genuinamente convertidos têm certo direito de dizer isso, conforme veremos. Mas outros estão apenas se iludindo. Ou acreditam que são invencíveis ou pensam que o simples declarar que não têm medo da morte altera os fatos. Ambos os conceitos são enganos.
Temos um coração que bate em nosso íntimo — uma bateria interna sem fio elétrico que se estende até uma tomada. E Aquele que tem o poder de mantê-lo funcionando não tem qualquer razão que O obrigue a mantê-lo batendo nem mais um minuto. Pelo contrário, a maioria das pessoas está aumentando resolutamente o número de seus pecados contra o Único que pode mantê-las vivas e levá-las ao céu. Isto é aterrorizante.
Mas não tem de ser assim!
Cristo veio para libertá-lo desse medo.
Cristo veio ao mundo, disse o escritor de Hebreus, para livrar “todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus 2.15).
Cristo nos liberta do escravizante temor da morte, transformando-o em um ganho, em lugar de uma perda eterna. Ele faz da morte uma passagem para a vida.
É assim que isso acontece. Juntamente com todos os demais homens na terra, você é um pecador habitual. Os seus milhares de pensamentos, palavras e ações pecaminosos fazem com que Deus, que é perfeitamente santo, o julgue merecedor do inferno. No entanto, a morte de Cristo no lugar de pessoas pecaminosas, como o legítimo Substituto, nos proporciona o meio de escape. Deus perdoa aqueles que vêm a Ele, porque Jesus tomou o castigo no lugar deles. Em termos simples, podemos dizer que a justa penalidade pelos pecados ou recai em você ou em Cristo.
A pessoa que vem a Cristo rejeita a vida que estava levando para se tornar filho do próprio Cristo. Tal pessoa vem pela fé. Isto é, ela deposita toda sua confiança, no que diz respeito à eternidade, somente em Cristo como o Único que satisfez completamente a justiça de Deus, em favor do pecador. Isto chama-se crê em Cristo. E aquele que crê não tem motivo para temer a morte. O julgamento do pecado foi encoberto pelo Substituto.
Jesus disse: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3.18).
O verdadeiro cristão sabe que a morte física virá. Ele pode encará-la face a face. Ainda que venha a sentir a dor física, ele não sentirá o doloroso processo da morte, visto que a morte, por si mesma, não é o problema. Visto que ele é um verdadeiro cristão, sabe que estará no céu após a morte. Como o apóstolo Paulo afirmou: “O morrer é lucro” (Filipenses 1.21).
Um oncologista judeu, do Sul dos Estados Unidos, viu este fenômeno. Na realidade, ele se converteu ao cristianismo porque presenciou a diferença na maneira como os verdadeiros cristãos e os incrédulos morrem.
Talvez seria útil você meditar nas seguintes palavras que Cristo proferiu sobre a vida e a morte. Ele disse estas palavras a Marta, a irmã de Lázaro, o qual acabara de morrer. E, à medida que você medita cuidadosamente sobre estas palavras, lembre-se de que Cristo é o único antídoto legítimo para o temor da morte, porque Ele é o único que pode dizer: “Eu sou a vida”. Estas são palavras dEle. Creia nestas palavras — creia nEle.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá….Crês isto?”
(João 11.25-26)

Fonte: Livro: Ao encontro de DeusJim Elliff – Resumo e adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P. Mendes

3 Comentários

  1. Muito bom. Em Cristo, realmente não precisamos temer a morte. Mas estamos com ele? Você conhece algum cristão?
    "Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo" (Lc 14,37). Os 11 discípulos respeitaram isto. Os primeiros cristãos também. Apenas Judas preferiu o dinheiro e a propriedade particular. Você se considera Judas, o traidor, ou discípulo? Se você se considera Judas temos algo em comum e muito a conversar.
    A vida corre sério risco. Está na hora de nos arrependermos.

  2. Olá Rev. Ronaldo.

    Muito obrigado pelo apoio ao Blog Bereianos.

    Já coloquei seu banner lá no blog, veja na parte "outros bereianos", logo no menu superior.

    Parabéns pelo blog, conteúdo altamente recomendado. Vou divulgar seus textos na no Bereianos, ok?

    Grande abraço meu irmão, conte comigo no que precisar.

    Ruy Marinho
    Blog Bereianos
    http://www.bereianos.blogspot.com

  3. Parabéns pela excelencia dos artigos, temas atualissimos, conteúdo rico e espiritual.
    Gostaria de publicar alguns deles em meu blog, com sua permissão, claro, citando sua autoria.

    Obrigado pela visita no hermeneutica, meu irmão. Sei que publico alguns temas que são verdadeiros abelheiros por causa dos costumes e tradições denominacionais mas Jesus nos chamou para outra finalidade e não para seguirmos isso, pois como vemos, em vários sitios, a palavra sendo anulada por conta desses "costumes e tradições" mesmo que a "intenção seja boa" (Mt 15).
    Um grande abraço e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

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