A igreja, um vínculo de amor a Deus e ao próximo

“32 Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 33 Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes 35 e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (Atos 4.32-35)

Jesus resumiu os dez mandamentos assim:“… Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lc 10.27) – E nos ensinos dos apóstolos vemos: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”(1Jo 4.20). No amor ao Pai e ao próximo não pode haver dicotomia. Amar a Deus é amar o próximo. Quem ama o próximo, ama de forma especial, assim Paulo afirma: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.”(Rm 13.9). Vemos que a igreja primitiva praticava o amor a Deus a ao próximo fielmente. O texto de Atos que lemos confirma esta verdade.
Para uma igreja ser verdadeira, ela precisa viver no amor de Deus.

Como seria esse amor na prática? Para viver esse amor a Igreja precisa de:

I) Cultivar a comunhão verdadeira uns com os outros (v.32, 34-35)


1.1 – Por que “cultivar”?
– Além da idéia de “preparar o solo”, esse verbo significa também: Aplicar-se ou dedicar-se a; aperfeiçoar-se em: Assim, a igreja precisa dedicar-se intensamente para que haja dentro dela a verdadeira comunhão: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” (At 2.44) . Como seria isso?
1.1.1 – Tendo uma mentalidade e propósito em comum (v.32a)– “Da multidão dos que creram” – Não era um grupo pequeno, mas cerca de três mil pessoas (cf At 2.41). Muitos pensam que a comunhão verdadeira só é possível quando a igreja ainda é pequena.O texto ainda diz: “era um o coração e a alma” (v.32a) mesmo sendo muitos – A palavra grega para “coração” (Kardia) pode algumas vezes ser traduzida por “mente, ou consciência” (cf At 7.23; 1Jo 3.20). A igreja tinha a mesma mentalidade, o mesmo ideal. É o que Paulo desejava aos Filipenses: “completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.” (Fp 2.2). Mesma alma (v.32a) pode ser entendido como “mesmo sentimento”.

Aplicação: Para a igreja praticar o amor de Deus, ela precisa cultivar acomunhão verdadeira uns com os outros – Nutrir, zelar, da comunhão. Ela precisa ter a mesma mentalidade, “unidos de alma” (Fp 2.2). Se assim não for, estamos nos enganando: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” (1Jo 4.20) – Esse amor não é uma amor somente de palavras, mas sim de atitudes: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (1Jo 3.18)

Vemos ainda que para a igreja praticar o amor de Deus ela precisa:

II) Ser testemunha fiel de Cristo (v.33)


2.1 – Com grande poder os apóstolos davam testemunho (v.33a) – Jesus disse aos discípulos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At. 1.8) –. Jesus tinha dado autoridade para eles testemunharem. A palavra “poder” (Dunamis), quer dizer: “Força”, “capacidade” “habilidade”. É bem verdade que o sentido do texto se refere, também, aos milagres dos apóstolos. Mas é claro que não podemos desconsiderar que o Senhor fortaleceu e habilitou os discípulos para testemunhar. Muitos os perseguiam por causa de Cristo, porém eles não desistiram e testemunharam fielmente. Vemos aqui a fidelidade dos discípulos.

2.2 – Em todos havia abundante graça (v.33b) – A graça de Deus estava derramada sobre toda a igreja. Assim vemos uma liderança forte, um povo forte. A igreja seguiu o ensino fiel (cf At 2.42).
2.3 – O temor a Deus era característica da igreja: “Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.” (At 2.43) – Jesus disse à igreja de Esmirna: “…Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap. 2.10) – A fidelidade é uma estrada sem fim.
2.4 – Testemunhar a salvação de Deus é guardar os seus mandamentos: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (Jo 14.21) – Há aqui algumas promessas maravilhosas: aquele que obedece a Cristo (uma testemunha fiel) mostra amor a Cristo e consequentemente o Pai o ama e Jesus se manifestará a ele. Que maravilha! Amar a Deus já é maravilhoso e ainda podemos ser recompensados!

Aplicação:
Colocar o amor a Deus em prática significa testemunhar da sua Salvação ao mundo fielmente. Isto é, não somente falar, mas viver de forma obediente aos seus ensinos.

Conclusão e aplicação final: “A igreja, um vínculo de amor a Deus e ao próximo” – Como isso pode ser visto na prática? “No cultivo da comunhão verdadeira uns com os outros” (amar o próximo) – Você tem deixado de ajudar o seu irmão? Como você tem demonstrado amor a ele, somente com palavras ou com atitudes? Ninguém ama o irmão somente com palavras. E se você não amar o seu irmão, o amor de Deus não está em você (cf 1Jo 4.20 citado acima), e finalmente: “Sendo testemunha fiel de Cristo” (Amor a Deus) – Falar de Jesus ao mundo com um bom testemunho é amar a Deus sobre todas as coisas. Temer e andar nos seus caminhos é prova de obediência e consequentemente amor a ele. Que Deus nos faça uma igreja fiel e cheia de amor uns com os outros!

Fonte: Sermão Pregado na 1ª Igreja Presbiterina Conservadora de Barra do Garças-MT – Autoria e adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P. Mendes

4 Comentários

  1. É tão maravilho ver a exposição da palavra de Deus de maneira clara, firme como tem que ser… mas, infelismente hoje vemos uma grande distorção dessa palavra tão maravilhosa. Hoje o homem só tem uma preocupação em mente. Ele próprio. Deus continue te abençoando em nome de JESUS.

  2. GRAÇA E PAZ REV.
    SOMOS DA IGREJA PRESBITERIANA DE LIMEIRA SP.
    QUERIAMOS DIVULGAR O NOSSO BLOG PARA O MÁXIMO DE PESSOAS POSSIVEIS SE PUDER NOS AJUDAR FIVAREMOS GRATO!
    DEUS TE ILUMINE
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